A patologia de fachadas em São Paulo (SP) é a área da engenharia civil dedicada ao diagnóstico, mapeamento e tratamento de manifestações patológicas em revestimentos externos de edificações — fissuras, trincas, desplacamentos de cerâmica, infiltrações, manchas, eflorescência e descolamento de argamassa. O serviço é executado por engenheiro civil ou arquiteto com registro ativo no CREA-SP ou CAU/SP, conforme o tipo de intervenção.
Em São Paulo, o risco mais grave associado às patologias de fachada é o desplacamento de revestimentos cerâmicos em altura, com potencial de causar acidentes graves a pedestres. A ABNT NBR 16747:2020 (Inspeção Predial) e a NBR 5674:2012 (Manutenção de edificações) determinam a periodicidade de vistorias técnicas em fachadas. Em diversos municípios, há legislação específica obrigando o síndico a apresentar laudo técnico de fachada periodicamente.
O laudo de patologia de fachada inclui inspeção visual e por meio de equipamentos (alpinismo industrial, drones, termografia infravermelha, ensaio de aderência), mapeamento georreferenciado das patologias, classificação de risco, identificação das causas (movimentação térmica, falha de execução, infiltração, fadiga) e recomendação técnica para recuperação. A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) recolhida no CREA-SP é obrigatória.
Para síndicos e administradoras em São Paulo (SP), contratar um especialista em patologia de fachadas é uma medida de segurança jurídica e patrimonial. Em caso de acidente com vítima, a ausência de inspeção técnica documentada pode caracterizar omissão e gerar responsabilização do síndico e do condomínio. O profissional habilitado pode também atuar como assistente técnico em ações judiciais envolvendo defeitos construtivos de fachada.